Testemunho de Rosiane

Tenho um filho chamado Luiz Henrique com quatro anos. Ele é especial, tem uma síndrome chamada Kabuc. É uma síndrome rara e apresenta vários fatores como imunidade muito baixa, baixo peso, pequeno atraso neurológico, baixa estatura e outros. Ele anda, fala com os lábios, não sai o som da voz devido o uso da traqueostômia, se alimenta através de sonda pois, faz uso de gastrôstomia.

Meu filho Luiz Henrique desde a gestação luta para viver. Com quatro semanas descolou a placenta , sentia muitas dores e tinha muito pequeno isso, chamou a atenção dos médicos. Com oito meses de vida descobri que tinha um filho especial, fiquei chocada e chorando muito perguntei a Deus por que eu? Por que comigo? Hoje achei a resposta e sinto muito orgulho e honra por ter sido escolhido para essa missão tão linda que Deus me presenteou. Desde os três meses aconteceram várias internações, diversas pneumonias e problemas respiratórios. Até que em fevereiro de 2009 ele piorou e deu entrada na UTI do hospital Unimed com pneumonia grave, pulmão perfurado e insuficiência respiratória. Foi induzido ao coma e para sair dele foi realizado a traqueostiômia e ficou dependente de oxigênio vinte e quatro horas por dia. Permaneceu na UTI por um mês.

Parcialmente recuperado fomos para o quarto. Após um mês ainda no hospital foi necessário a gastrostomia, pois ao comer minúsculas partículas de comida iria parar no pulmão sendo assim o motivo de tantas pneomonias. Os cuidados com ele aumentava dia a dia. Após feita a gastrostomia ele engordou e cresceu. E dia a dia a sua recuperação era melhor. Permanecemos no hospital durante sete meses pois, para ir para casa era necessário construir uma UTI em casa. Fiquei desesperada ao saber mas, buscamos a solução através de uma feijoada beneficiente que fizemos. Mesmo estando eu alí no hospital dia e noite durante meses cuidando do meu filho consegui arrecadar o dinheiro para a construção do seu novo quarto. Sem ter noções básicas de enfermagem precisei pedir ajuda ao Estado com pedido de Home Care (internação domiciliar) incluindo enfermeira vinte e quatro horas, fonoaudióloga, fisioterapeuta, nutricionista, pediatra, neorologista e dentista. Todos os atendimentos teriam que ser em casa devido à sua saúde ser frágil. Graças a Deus conseguimos achar uma advogada dedicada que, ao se comover com o caso nos ajudou.Hoje recebo todo esse amparo e medicação de uso contínuo. Oxigênio e tendo o que eu preciso o Estado me fornece. O custo mensal é de aproximadamente vinte e cinco mil ao mês. Enfim, com todos os cuidados que temos com ele, ainda se torna pouco. Infelizmente ele tem uma bactéria hospitalar colonizado em seu organismo chamado pseudomonas, devido à longa internação que sofreu. Estava tudo muito bem, ele andava, engatinhando e fazendo suas palhaçadas até que da noite para o dia ele começou a ter crises de convulsão e espasmos, levei ao hospital, aparentemente parecia apenas crises passageiras mas o pior ainda estava por vir. Estávamos para receber alta depois de uma semana, de repente o meu filho apresentou febre alta, ficou cionótico e convulcionou na frente dos médicos. E naquele momento minhas lagrimas escorrerão pelo meu rosto. A preocupação de todos era grande e logo em seguida ele foi entubado. A piora dele foi rápida e diversos exames foram feitos.

No início a suspeita era de fungos que, logo em seguida foi confinada. Depois veio a queda brusca de plaquetas que chegou à cinco mil sendo que, o normal é de 150.000. Começou a então à hemorragia pela boca e nariz, a quantidade me assustaram e pedia à todo momento a Deus que a hemorragia não se espalhasse pleo corpo. E graças à ele não aconteceu. A hemorragia durou mais ou menos uma semana. Precisamos de muitos doadores de sangue, chegamos anunciar até na rádio pedindo ajuda e mais uma vez fomos ouvidos. Trezentos e sessenta e quatro pessoas sensibilizadas com o caso foram até o hemo-centro doar sangue. Até hoje não canso de agradecer à todos mesmo, sem conhecer o meu filho nos ajudaram. A piora foi aumentando dia a dia, minuto e segundo. Os médicos em nenhum momento deixaram de investir no meu filho. Logo descobrimos que a bactéria pseudômas havia acordado do seu organismo e atingiu a corrente sanguínea. Entrei em desespero profundo pois is médicos já não tinha mais oque fazer. A tristeza naquela UTI era grande , todos até olhando para o meu sofrimento sem ter oque fazer, eles apenas me davam um abraço de consolo. E então levantei a minha cabeça e disse: -Eu acredito em Deus, se ele foi capaz de curar um leproso e ressuscitou Lázaro ele é capaz de curar o meu filho. A minha fé irá salvá-lo acredite ele será curado em nome de Jesus.

Diante do meu filho na noite do dia quinze de outubro de 2010 os médicos me disseram: -Falência múltipla dos órgãos, somente o cérebro funciona e o coração está fraco, quase parando é só esperar o tempo dele. Abracei o meu filho e com muita fé eu disse à ele: Lú a mamãe te ama muito não me abandone, lute, você sempre venceu, a mamãe está ao seu lado e nunca vai te abandonar, eu te amo meu bebê. Acredite quem quiser, naquele momento uma lágrima de choro caiu do seu lindo rostinho e ao ver o choro chamei o meu marido e disse: -Você viu? Ele me ouviu? Continuei a conversar com ele e outra lágrima caiu, desta vez do outro lado daquele lindo rostinho. Não acredito no que via, o abracei como nunca o tinha feito, enxuguei às suas lágrimas e disse à ele: -Lú, Você ouviu a mamãe, meu amor eu sei que está com muita dor, como a mamãe e o papai está, por favor lute, não desista e dessa vez mais uma lágrima caiu. Emocionada com o que aconteceu, todos ali presentes se emocionaram e a minha fé em Deus naquele momento era tão grande que acho que era capaz de ver sentir o poder Divino vindo curar o meu filho. Eu havia recebido um folheto de Santa Filomena, um cordão e um óleo. Peguei o folheto e comecei à rezar aquela oração que iria salvar o meu filho. Eu desconhecia a oração, mas quando li que era capaz de curar causas impossíveis me apeguei à ela e quando mais rezava mais, a minha fé aumentava. Li o testemunho lindo que ali estava escrito, aquele milagre me fez crer que Santa Filomena junto à nosso Senhor iria fazer com que os órgãos do meu filho voltasse à funcionar. Peguei o óleo e apenas eu e o meu filho naquela sala de isolamento, sentada na cadeira ao lado dele passando o óleo e rezando e enquanto eu via pelo vidro enorme, enfermeiros rindo como se nada estivesse acontecendo, eu pensei comigo: -Hoje vocês irão ver um milagre acontecer diante de todos. Passei o óleo sobre aquela barriga enorme que estava, pois todos os órgãos estavam grandes, por conta da infecção generalizada. Chorei muito e mesmo assim sentia a presença de Santa Filomena operando sobre o meu filho. A quantidade de água por dia que ele eliminava era apenas de 150ml. E o que era administrado era + de 22 por dia. Ele estava muito inchado.

Durante a madrugada do dia 16 de outubro aconteceu o tão esperado milagre, adormeci cerca de 30 minutos, e quando olho para a bolsa coletora de urina, diante dos meus olhos vi mais de um litro de urina que ele tinha feito, desesperada chamei a enfermeira e disse que o rim dele voltou a funcionar. Ela assustada porém, calada não disse nada mas eu disse: -Você viu isso, foi o primeiro sinal. A madrugada inteira, de três em três horas ela esvaziava aquela bolsa, pois, a quantidade de água que ele eliminava do seu corpo era grande. A saturação dele manteve estável e a melhora acontecia lentamente. As plaquetas se multiplicavam e a hemorragia começou à ser controlada. Conseguiu evacuar sozinho, sinal que o intestino voltava a funcionar, batimentos cardíacos e a pressão melhorou, enfim tudo começou a mudar. Os médicos se motivaram ainda mais em ajudá-lo e me disseram: -A situação agora está controlada, ele está estável. Respirei fundo e fiz uma promessa à Santa Filomena. Se o meu filho saísse sem nenhuma sequela eu iria divulgar esse testemunho aos quatro cantos dos mundo. Sete dias depois meu filho saiu do coma induzido, com a graça divina fora daqueles tubos começou à acordar. A melhora dele foi surpreendente e finalmente ouvi dos médicos o que eu queria ouvir: -Isso foi um milagre! Acredite pois, quando não tinha mais oque fazer de repente, o quadro se reverteu. O que salvou o seu filho foi a sua fé! Parabéns mãezinha! As minhas lágrimas dessa vez de alegria escorriam sobre o meu rosto e olhei para à oração de Santa Filomena e pensei: -Agradeço eternamente pelo milagre, hoje aqui estou diante do meu filho muito feliz e honrada por receber essa benção e missão tão linda que é poder cuidar dele com tanto carinho e amor. No dia primeiro de novembro recebemos alta, pude pegar meu filho nos meus braços e ir embora para casa. Hoje ele está totalmente recuperado, sem sequelas, ao contrário está melhor do que antes. Andando, sorrindo, brincando e fazendo travessuras. É muito carinhoso e demostra estar muito feliz com a família que tanto o ama. Agradeço muito!

Rosiane e Luiz Henrique.

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