Dom Julio esclarece a população sobre celebrações na Arquidiocese

Reverendíssimos Padres

Aos Reverendíssimos Diáconos

Aos Consagrados e Consagradas

Aos Fiéis da Arquidiocese de Sorocaba

 

Sorocaba, 19 de março de 2020

Solenidade de São José, Patrono da Igreja e Protetor da Vida

 

Em atenção às recomendações das autoridades competentes, comunico novas determinações pastorais

para toda a Arquidiocese de Sorocaba a fim de que os católicos se engajem pessoal e responsavelmente

no enfrentamento da disseminação do novo coronavirus.

Que os nossos sacerdotes não deixem de rezar a eucaristia diariamente sem a presença de fiéis. Os

sacerdotes observem o que está prescrito na Introdução Geral ao Missal Romano (IGMR 209-231)

“Missa sem povo” e sigam o “Rito da Missa Celebrada sem Povo”.

Os fiéis sejam avisados da celebração da Missa sem povo (dia, horário, local) para que possam se

recolher em oração pessoal sem vir ao local da celebração e se unir espiritualmente à celebração para

suplicar a Deus pela Igreja e pelos paroquianos, pelo seu padre, pelos doentes e profissionais da área

de saúde. Quando for possível, a transmissão pelos meios de comunicação (rádio, TV, internet), os fiéis

assistam à “Missa sem Povo”.

A celebração da missa é ação de Cristo e do Povo de Deus hierarquicamente ordenado e é o centro de

toda a vida cristã da Igreja Universal, da nossa Arquidiocese e de cada um dos seus fiéis. Nela está o

ponto alto da ação santificadora de Deus em Cristo e do culto que nós oferecemos ao Pai, pelo Filho,

no Espírito Santo (IGMR 1).

A celebração da “Missa sem Povo” celebrada na igreja paroquial tem grande valor, uma vez que ela

representa a Igreja Católica no tempo e no lugar em que está situada. Este significado se dá

principalmente na celebração dominical do dia do Senhor, mas também tem grande dignidade a “Missa

sem Povo”. Os fiéis, mesmo que não acorram à igreja, participam dela espiritualmente para poderem

receber dela os frutos que Cristo quer distribuir com abundância à sua Igreja.

Mesmo que não se possa contar com a presença dos paroquianos, a “Missa sem Povo” conserva a sua

eficácia e a sua dignidade, uma vez que ela é, por sua natureza, ação de Cristo e da Igreja, na qual o

sacerdote sempre age pela salvação do povo.

Convém fechar a igreja quando é celebrada a “Missa sem povo”. Nesse momento seja posto um sinal

nas portas da igreja para comunicar que se está celebrando a Missa e para os fiéis se unirem

espiritualmente à celebração dos sagrados mistérios.

 

Além do acima exposto, a “Missa sem Povo” deve ser celebrada a fim de que as hóstias da reserva

eucarística sejam constantemente renovadas.

As igrejas se mantenham abertas nos outros horários para os que desejarem fazer sua oração pessoal e

o culto de adoração eucarística, sempre tomando o cuidado de não permitir a aglomeração de fiéis no

interior da igreja, como orientam as autoridades competentes.

Os sacerdotes continuarão a atender as confissões. Nesse sentido apelo para a responsabilidade de

obedecer às recomendações profiláticas para evitar aglomeração de penitentes e a transmissão do novo

coronavirus. Para tanto os sacerdotes não usem o confessionário, mas atendam em lugares amplos e

ventilados, mantendo a distância mínima de segurança e o sigilo de confissão.

As visitas realizadas pelos ministros extraordinários da sagrada comunhão aos doentes devem ser

suspensas. Não se deve, porém, deixar de fazer contato por telefone e outros meios para garantir-lhes

o acompanhamento, a proximidade e a oração por eles. Os sacerdotes atendam os casos graves, quando

forem solicitados, sempre observando as necessárias medidas de profilaxia.

Os batizados, crismas, matrimônios e celebrações de exéquias estão suspensos até que dure esta

situação de emergência. Caso haja celebração de matrimônio que não possa ser suspensa, os noivos e

o pároco entrem em acordo para que a celebração se realize sem contrariar as determinações e as

recomendações das autoridades competentes. Seja celebrada a bênção do túmulo e o rito de sepultura

ou cremação, onde for possível garantir a segurança para os que tomam parte deles.

Todas as atividades religiosas não sacramentais (quermesses, procissões, catequese, curso de batismo

e de noivos, encontros e retiros, etc.) estão suspensas até que durem as medidas de restrição feitas pelas

autoridades competentes.

Os párocos devem colaborar ativamente e em primeira linha com as autoridades competentes no

combate à transmissão do novo coronavirus, dando a cada caso orientação e tomando decisões que

estão no âmbito de sua competência como pastor próprio de seu povo.

Por fim, garanto a todos os fiéis que os presbíteros, os diáconos, os consagrados, as consagradas e este

arcebispo não deixarão de rezar e se sacrificar pelo rebanho a eles confiado.

Com nossas orações e sacrifícios,

Dom Julio Endi Akamine SAC

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Vanderlei Testa

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